Filósofo e pesquisador engajado nos estudos da Psicologia Positiva, James Pawelski ministra palestras e cursos sobre o tema em diferentes centros e escolas pelo mundo. Entre as inúmeras contribuições de suas pesquisas no Centro de Psicologia Positiva da Pensilvânia, Pawelski levanta uma questão polêmica entre os psicólogos e demais profissionais de saúde:

 O QUE QUEREMOS DIZER COM POSITIVO?

Grande parte das definições sobre a positividade estão relacionadas à emoções agradáveis como coragem, otimismo e alegria – mas Pawelski chama atenção para um ponto importante: o positivo para você pode não ser positivo para o outro, não é mesmo?

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Foto: Jô Moreira | imagem protegida por direitos autorais

As realidades são distintas e, por isso, cada contexto deve ser considerado. Em certos momentos necessitamos ser corajosos, outras vezes é necessário agir com cautela e recuar. Tudo depende do contexto social, emocional e pessoal, em que estamos inseridos. Mas recuar seria então, negativo?

Palweski busca, por meio de suas pesquisas, desconstruir justamente a ideia de que algo que não é chamado de “positivo” é necessariamente o oposto. Por vezes, a vida nos desafia a deixar de lado a paz e a tranquilidade para enfrentar situações de tensão para ajudar um amigo, por exemplo, e isso não é fatalmente negativo, certo? Pelo contrário. Por vezes, choramos a morte de um ente querido, nos sentimos tristes ou nostálgicos, para depois nos tornarmos fortes e aptos a enfrentar os desafios da vida. São emoções saudáveis, humanas, que devem ser sentidas e compreendidas para nossa evolução.

O que James Pawelski propõe é ampliar as noções de positivo, expandir o olhar e compreender que a positividade é um processo, um continumm sem antagonismos, sem dualidades. Um processo coletivo e individual, que perpassa por emoções agradáveis e outras nem tanto, ambas essenciais para nosso equilíbrio e bem-estar.

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Recentemente, eu tive o prazer de conversar com esse mestre da Psicologia Positiva. Ele, inclusive, gravou um vídeo exclusivo que apresentei no II Congresso Brasileiro de Psicologia Positiva nos incentivando a trabalhar com essa vertente tão maravilhosa e que eu adoro tanto. Foi pensando em trazer um pouco dos conhecimentos de Pawelski a todos que não estavam presentes na ocasião que escrevi esse post. Acho que vale a reflexão sobre o que é positivo ou não. E também sobre as nossas emoções de todas as horas.

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