Certificação em Psicologia Positiva 2017

Você já começou seu planejamento para 2017? Por aqui estamos a todo vapor, organizando mais um Curso de Certificação em Psicologia Positiva, feito sob medida para quem pretende viver mais e melhor.

layout_curso_certificacao_pp

A certificação em Psicologia Positiva oferece 10 meses de imersão nos principais conceitos e princípios da ciência da felicidade, incluindo sua abordagem filosófica e suas aplicações práticas. São 250 horas de curso, distribuídas em 10 módulos interativos online, fóruns de discussão, tutoria, material didático e ainda duas imersões presenciais comigo, Sofia Bauer, e a psicóloga Carolina Perrella, especialista em Psicologia Positiva. Juntas, vamos ministrar mais uma edição do curso de Certificação em Psicologia Positiva.

A Psicologia Positiva é a linha mais inovadora do campo da Psicologia e visa não focar nos problemas, mas, sim, nas soluções deles. Foi criada a partir de um estudo sobre pessoas felizes feito por Martin Seligman, psicólogo americano e professor na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Hoje, a Psicologia Positiva está sendo estudada e praticada em vários cantos todo mundo, conquistando cada vez mais adeptos.

Neste vídeo, eu falo mais sobre o que é a Psicologia Positiva.

Ficou interessado? INSCREVA-SE AQUI

Em tempo! O Curso de Certificação em Psicologia Positiva 2017 só começa no dia 6 de fevereiro do ano que vem… Mas se você quer muito começar a estudar com a gente, aproveite e inscreva-se no Minicurso Gratuito de Psicologia Positiva. Assim, já dá para ir entrando no clima!

 

O PODER DA PERGUNTA

Passamos a vida inteira em busca de respostas, mas você já parou para pensar sobre as perguntas que faz? As perguntas tem o poder de criar e despertar a realidade, como uma chave que abre as portas para novos caminhos e possibilidades.

O questionamento estimula, inspira e provoca reações que podem ser positivas ou negativas, tudo depende da intenção – que pode ser consciente ou não. Quando se diz “por que o meu trabalho está tão ruim?” ou “o que tem de errado com meu relacionamento?” o foco está direcionado para o problema e por isso as resposta serão sempre negativas e distantes de qualquer solução. Mas, quando trocamos a pergunta para “o que posso fazer para ser mais feliz no meu relacionamento?” ou “como posso ser mais produtiva no meu trabalho?”, inspiramos reações e respostas positivas, pois o foco está naquilo que é ou pode ser positivo.

kripalu-54

Foto: Roberto Benatti | Imagem protegida por direitos autorais

Perceba que nessas perguntas utilizamos o “como” e “o que” pode ser feito. Essas palavrinhas mágicas eliminam as nossas resistências, estimulando mais abertura e boa vontade na busca por alternativas e soluções.

“A fonte mais comum de erro nas decisões de gestão é a ênfase em encontrar a resposta certa, em vez de a pergunta certa. Os erros mais graves não são resultado de respostas erradas. O mais perigoso é fazer a pergunta erradas.” Peter Drucker 

Em uma entrevista para a revista Época, o mestre em Psicologia Positiva, Tal Bem Shahar esclareceu que “as perguntas são importantes porque criam realidades ao definir as respostas.” Quando fazemos uma pergunta, mesmo que inconscientemente, enquadramos a resposta em um campo delimitado de possibilidades, induzindo e até definindo as reações.

Por isso, quando nos perguntamos pelas coisas positivas da vida, quando saímos em busca daquilo que funciona e dá certo, encontramos as respostas para o bem estar e a felicidade. Entretanto, quando as perguntas são geradas por sentimentos negativos como raiva, frustração ou dor, encontraremos apenas mais dor…
12912433_577318942429733_1920707172_n

É tudo uma questão de fazer a pergunta certa. Com uma simples, mas poderosa pergunta, é possível colocar um ponto final em desavenças e frustrações, além de estimular e impulsionar cada vez mais o crescimento, a criatividade e a harmonia. 

COMENTE! 2016

Hoje, tenho um convite especial para você interessado em conhecer as potencialidades da mente humana no caminho para o equilíbrio e o bem estar. Entre os dias 27 e 31 de outubro, terei o prazer de participar do primeiro COMENTE – Congresso Digital Sobre Neurociência e Poder Mental.

Idealizado pelo Instituto Pense Bem, a primeira edição do COMENTE vai reunir mais de 30 profissionais engajados nos estudos da neurociência e no uso inteligente e assertivo da capacidade mental como ferramenta eficaz para responder às seguintes perguntas:

Quem sou? Onde estou? Aonde quero chegar? Como vou fazer?

Entre os diversos temas que serão abordados durante o congresso, escolhi a empatia como ponto central da minha participação – um tema recorrente entre os seguidores da Psicologia Positiva e super importante para uma vida mais leve e mais feliz.

13277826_1006475859437731_2033904903_n(1)

Como já falamos algumas vezes aqui no blog, a empatia é a habilidade – socialmente construída – de se colocar no lugar do outro. Quando experimentamos ser empáticos, de coração aberto, temos a oportunidade de compreender o outro e compartilhar seus sentimentos, sejam eles bons ou ruins.

Deixamos de gastar energia e tempo julgando, nos preocupando com os defeitos e dificuldades alheias. Aprendemos a aceitar e nos solidarizar. Cobramos menos do outro e assim exigimos menos de nós mesmos.

Nos relacionamentos, tudo se torna mais fácil quando conseguimos nos colocar no lugar do outro, percebendo a situação com outros olhos e com outra compreensão. No âmbito profissional não é diferente!

Ficou interessado?

Durante a palestra, os participantes vão aprender como desenvolver a empatia e conquistar benefícios duradouros para a vida social.

Serão 25 palestras online e gratuitas, em cinco dias de muito aprendizado, técnicas e estratégias de reeducação mental que podem mudar a nossa vida.

INSCREVA-SE NO COMENTE! 2016 AQUI

TEORIA DO FLORESCIMENTO

Todos nós estamos, cotidianamente, perseguindo a tão sonhada felicidade. Afinal de contas, não há nada melhor que se possa ser nessa vida do que plenamente feliz. Parece óbvio, porém, mais importante do que ser feliz é viver bem, o que implica um mundo de outros caminhos e possibilidades.

A Teoria do Florescimento, desenvolvida pelo psicólogo americano Martin Seligman, nos chama atenção justamente para esses outros caminhos, construídos não só de alegria, mas igualmente fundamentais para o nosso bem viver.

kripalu-40

Foto: Roberto Benatti | Imagem protegida por direitos autorais

A felicidade traz sorrisos, bom humor, alegria e muitos outros detalhes vitais para uma vida vivida com plenitude, no entanto, existem outros objetivos a serem almejados e principalmente valorizados por nós.

O engajamento, por exemplo, é um objetivo que não está necessariamente ligado a esse conceito de felicidade. Tudo bem que muitas vezes uma coisa leva à outra, mas é preciso diferenciar. Apenas as emoções positivas não bastam para lutarmos por um ideal político ou social, por exemplo. Muitas vezes, a melhor escolha é aquela que nos faz chorar.

13745157_280938452269484_1090247036_n

De acordo com a Teoria do Florescimento, as emoções positivas que entendemos como felicidade são só uma das cinco maneiras de ter uma vida melhor. Também precisamos cultivar relacionamentos positivos, realizações, propósitos de vida e engajamento. E para isso, é necessário, primeiramente, buscar algo dentro de nós, expandir nossos potenciais próprios e florescer, cada um à sua maneira.

flor_benatti

Foto: Roberto Benatti | Imagem protegida por direitos autorais

A Teoria do Florescimento propõe uma nova concepção do que venha a ser a natureza da felicidade, compreendendo que o bem viver envolve uma série de outros fatores, sorrisos, dores e amores.

Doenças Psicossomáticas na revista Mistérios da Psiquê

No mês de setembro, tive o prazer de escrever para a revista Mistérios da Psiquê, uma publicação especializada em psicologia pela editora Mythos. O tema dessa vez foram as doenças psicossomáticas, que por meio de sintomas, nos revelam as emoções negativas que tentamos esconder de nós mesmos.

revista-misterios-da-psique-editora-mythos-wak-sofia-bauer-psicossomatica-setembro-2016-2

Toda vez que engolimos o choro ou guardamos um sentimento ruim por muito tempo, entupimos o dúcto por onde passam todas as emoções e o nosso corpo adoece. São gastrites, rinites, sinutites e tantas outras ites que acometem a vida de milhares de pessoas e que possuem em sua origem, uma causa emocional.

Quando guardamos e alimentamos essas emoções negativas, elas se espalham pelo corpo como pequenas porções de veneno que deixamos presas em nós mesmos, nos fazendo adoecer.

revista-misterios-da-psique-editora-mythos-wak-sofia-bauer-psicossomatica-setembro-2016-3

revista-misterios-da-psique-editora-mythos-wak-sofia-bauer-psicossomatica-setembro-2016-4

Como já dizia Freud, nada é meramente somático ou meramente mental. Um choro engolido pode desencadear numa dor de barriga de medo ou uma dor de cabeça de raiva, por exemplo. Quando sentimos raiva, o coração dispara e o rosto fica vermelho, o corpo reage numa forma de defesa. No medo, suamos frio, trememos, ficamos paralisados.

Em principio, na nossa condição de mamíferos, somos seres emocionais e por isso, temos que aprender a lidar com as emoções negativas, sentir e deixar fluir, como nos ensinam os orientais.

Por meio da meditação e da yoga, conseguimos transformar esses sentimentos em aprendizado, sem nos apegar a eles e não deixando com que se tornem maiores do que realmente são.

revista-misterios-da-psique-editora-mythos-wak-sofia-bauer-psicossomatica-setembro-2016-5

revista-misterios-da-psique-editora-mythos-wak-sofia-bauer-psicossomatica-setembro-2016-6

Os estudos da Psicologia Positiva, desenvolvidos por Barbara Fredrickson, Tal Ben Shahar e Martin Seligman, também apontam alguns caminhos para convivermos de forma mais harmônica e saudável com as dificuldades da vida. Além de lidar e digerir as emoções negativas, a Psicologia Positiva propõe o foco naquilo que funciona, alimentando as emoções positivas por meio de diários de gratidão, relacionamentos positivos, motivação, engajamento, exercícios físicos e descanso.

Dessa forma, adoecemos menos e vivemos mais, com mais qualidade. São hábitos que nos tornam capazes de passar pelos momentos de dor com mais tranquilidade mas não nos tornam imunes a eles. Mesmo que tentemos bloquear nosso corpo de sentir, ele falará por meio de sintomas.

ANSIEDADE | O MAL DO SÉCULO

Recentemente, eu tenho dedicado parte do meu tempo à redação de artigos para revistas que têm foco em psicologia e psiquiatria – e tenho adorado a experiência. É muito bacana poder exercitar a escrita e reunir um pouco dos meus conhecimentos em textos que, depois de serem publicados, rendem reedições mais sucintas para o blog. Este é o caso do postagem de hoje “Ansiedade | O Mal do Século”. O texto foi originalmente escrito para a revista Psicologia. E, aqui, ganhou uma versão mais enxuta sobre o meso tema. Espero que goste!

Repare como as pessoas estão cada dia mais estressadas, correndo sem parar e com um enorme roll de tarefas a ser executado. Até as crianças pequenas entram no frenesi das rotinas multitarefas: aula de inglês, natação, futebol, mandarim, culinária…

Como já comentamos aqui no blog, essa rotina acelerada, sem pausas, é uma das grandes responsáveis pela nossa ansiedade, um mal da evolução em crescimento e destaque na lista dos chamados transtornos modernos.

Há nem tanto tempo assim, tudo era bem diferente. Voltávamos para casa para almoçar, tirar uma ciesta e curtir os filhos para, só então, retornar ao trabalho com tudo devidamente organizado e corpo e mente revigorados. O expediente terminava sempre por volta das 17 ou 18 horas. E era possível ouvir o rádio, ler um livro, jantar em família, dar e receber carinho ou até não fazer nada…

Hoje, a história é outra, um corre-corre sem fim. Falta tempo e sobra ansiedade! Vivemos um estado de alerta constante, “luta ou fuga”, produzindo mais e mais adrenalina, num ciclo inesgotável. Assim, o terreno fica fértil para os vilões de nossa saúde mental: ataques de ansiedade, pânico, depressão, esgotamento mental. Vilões que podem interromper nossas vidas pessoais e profissionais de modo brusco.

Os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) não são animadores. A previsão é que, em 2020, a depressão seja a segunda maior causa de afastamento das pessoas do trabalho no mundo. Hoje, é a quarta – atrás de, em primeiro lugar, doenças cardiovasculares; em segundo, câncer; e em terceiro, acidentes. Ainda na projeção da OMS, a previsão é que, em 2030, a depressão seja a patologia responsável pelo maior número de afastamentos profissionais.

Sabe por quê? Por causa dessa vida corrida… Ninguém para, ninguém descansa, as pessoas se esquecem de respirar.

kripalu-38

Foto: Roberto Benatti | Imagem protegida por direitos autorais

Quando estamos em alerta ou e em busca de algo, como um caçador em busca de sua presa, por exemplo, precisamos usar um neurotransmissor chamado noradrenalina – que, na verdade, deveria ser usado apenas em estados de “luta ou fuga”, como em provas, acidentes e algumas situações de risco ou atenção demasiada. Mas, como entramos nesse sistema de multitarefas, a noradrenalina fica acionada o tempo todo… E o estado de alerta toma conta de dias inteiros.

Ficamos “turbinados” de noradrenalina e viciados nela – o que nos deixa muito mais agitados. Já reparou que, vez ou outra, “apagamos” sem querer ou recorremos às bebidas e outras drogas em busca de um momento mais “relax”? Isso acontece porque não obedecemos nosso próprio corpo.

O que o nosso corpo tem nos mostrado? Sintomas para nos fazer parar: stress, mau humor e ataques de ansiedade que, aliás, podem facilmente nos tirar da linha de batalha.

Então, o que precisamos? Descanso, pausa, respiração, meditação, yoga – práticas que nos ajudam a desativar a noradrenalina e produzir a ocitocina, o hormônio do amor  – capaz de nos deixar mais tranquilos e felizes.